Além de ser feito um pequeno apontamento histórico sobre a Farmácia, o autor salienta, na primeira parte deste livro, a tradição do farmacêutico nas análises clínicas e a importância dos farmacêuticos no século XIX no estudo da Biologia e, consequentemente, a sua influência no diagnóstico laboratorial. Chama a atenção para as reformas do ensino farmacêutico e para o desenvolvimento das Análises Clínicas. Salienta a importância do curso de aperfeiçoamento em análises químico-biológicas, criado na Faculdade de Farmácia do Porto em 1959 e refere os cursos de aperfeiçoamento em análises químico-biológicas homologados em Lisboa e Coimbra em 1970 e 1974, respectivamente. Faz referência, com alguns comentários, à primeira licenciatura em Portugal vocacionada para as análises clínicas, através do Decreto n.º 111/78, de 19 de Outubro, e chama a atenção para o despacho do Secretário de Estado da Saúde, de 31 de Maio de 1983, autorizando a realização de estágios hospitalares a estudantes de Farmácia no ramo das análises químico-biológicas, bem como ao então papel da Ordem dos Médicos para tentar anular o referido despacho.
Comenta a reforma 528/88, a criação em cada faculdade de Farmácia do Curso de Especialização de Pós-Licenciatura em Análises Clínicas, bem como a extinção das três opções da reforma 111/78.Salienta o facto de não se ter conseguido legislação que inclua o farmacêutico integrado no meio hospitalar como estagiário em Análises Clínicas e faz uma análise sobre o Processo de Bolonha e as Análises Clínicas.
No âmbito da formação contínua o autor faz referencia a revistas que no século XIX incluem artigos relacionados com análises, publicando trabalhos de análises química, bacteriológica, toxicológica. Mas é no primeiro quartel do século XX que os profissionais e as escolas de Farmácia se preocupam mais intensamente com a formação teórica, mas também prática, sendo publicadas diversas revistas. Também no princípio da década de 1970, grupos de farmacêuticos, como os do distrito de Santarém, promoveram reuniões de trabalho que deram origem à “educação laboratorial contínua”. Foi editada a revista Análises Clínicas e ainda na década de 1970 levou-se a efeito o “programa de controlo de qualidade” que mais tarde foi implementado no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge por Despacho n.º 18/92 e pelo Decreto-Lei n.º 307/93.
O autor faz referência à Comissão Inter-Ordens e analisa alguns aspectos referentes à comissão conjunta Faculdades de Farmácia/Colégio de Análises Clínicas da O.F.
Desenvolvem-se alguns aspectos sobre a importância dos laboratórios de proximidade nas urgências hospitalares. São abordados litígios médico-farmacêuticos e destaca-se que o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 19 de Março de 1992, foi favorável aos analistas clínicos com parecer jurídico do Professor Doutor Gomes Canotilho.
O autor aborda, ainda, a concorrência desleal, o licenciamento de laboratórios e as carreiras hospitalares, fazendo referência à comissão instaladora e aos colégios da especialidade. Antes dos agradecimento e do epílogo, são referidos quantitativamente os títulos atribuídos pela Ordem dos Farmacêuticos desde 1968 a 2007.
Na segunda parte do livro indicam-se neste resumo os títulos dos depoimentos e os respectivos autores:
· “Amor à Profissão”, H. Santos Silva
· “Memórias presentes de um passado distante”, Joaquim Chaves
· “Havia que pôr a casa em ordem…”, António Joaquim H. Ferreira
· “Análises Clínicas. O sector profissional da Ordem dos Farmacêuticos mais problemático, Jorge Leitão Santos
· 25 anos do Colégio da Especialidade em Análises Clínicas”, Jorge Nunes de Oliveira
· “O reconhecimento pela população da actividade do Analista Clínico como uma das melhores na área da saúde”, João Branco Lisboa
· “Os primeiros tempos do Conselho do Colégio da Especialidade em Análises Clínicas da Ordem dos Farmacêuticos. Breve Historial”, Armando dos Santos Laborinho· “Há que ter esperança e perseverança…”, Fernanda Lopes Daniel
· “Laboratório em movimento”, Maria Celeste Formosinho
· “Mandato do Conselho do Colégio da Especialidade em Análises Clínicas de 1991 a 1993 e de 1993 a 1994”, Susana Pereira Rosas
· “Um testemunho com aprazimento e com orgulho”, Graciete Freitas
· “A competência profissional do Farmacêutico Analista Clínico não pode ser desperdiçada”, Franklim Marques
· “Os colegas da área das Análises Clínicas devem procurar formas de organização e de associação a nível local e regional que respondam aos novos desafios”, José Aranda da Silva.
O livro poderá ser adquirido na Secção Regional do Porto da Ordem dos Farmacêuticos.